30 de JUNHO 2026 - Cerca de 6% da população do Rio Grande do Norte convive com a doença de Chagas, segundo dados da Secretaria de Saúde Pública do Estado (Sesap). O cenário preocupa especialistas, que alertam para a subnotificação crônica, a persistência da enfermidade na América Latina e a concentração histórica de casos na mesorregião Oeste potiguar.
Estudos epidemiológicos e boletins da Sesap revelam que a maior parte das notificações se concentra no Oeste do estado. A combinação do clima semiárido com a vegetação de Caatinga cria o habitat natural perfeito para a proliferação dos vetores. Além disso, as condições históricas de habitações rurais e anexos peridomiciliares (como currais e galinheiros) servem de refúgio para o inseto.
A principal ferramenta de bloqueio nas áreas afetadas continua sendo a aplicação de inseticidas de ação residual pelas equipes de endemias, borrifados diretamente nas frestas de habitações rurais e periurbanas onde o inseto transmissor costuma se alojar.
Fonte: Mossoró Hoje.