Grupo aluga e mobília casa para homem que morava em caixa de papelão em Rio Claro


Grupo aluga e mobilia casa para morador de rua em 
Rio Claro — Foto: Arquivo Pessoal

30 de DEZEMBRO 2018 - Às vezes contos de fadas existem. Às vezes as fadas são comerciantes, copeiras e outras tantas pessoas que têm o coração cheio de solidariedade e de amor e conseguem transformar a vida de alguém necessitado.

Um desses contos de fadas aconteceu em Rio Claro (SP) e deu a um morador de rua que foi abandonado pela mãe uma casa mobiliada e um grupo de amigos para cuidar dele.

Abandonado


Rejeitado pela mãe, Adriano Canizzo, hoje com 39 anos, foi deixado em um orfanato em Jundiaí (SP) muito novo e adotado por uma família italiana. Há cinco anos, ele resolveu voltar ao Brasil para encontrar sua família biológica e novamente foi rejeitado pela mãe. Depois disso, passou a perambular pelas ruas de Rio Claro.


Adriano Canizzo, hoje com 39 anos, foi rejeitado pela 
mãe e deixado em um orfanato em Jundiaí quando era 
pequeno — Foto: Arquivo Pessoal

Quem conta esses fatos não é o próprio Adriano, mas a comerciante Raquel Branco de Moura, a fada madrinha dessa história.

Raquel conheceu Adriano recentemente, no segundo semestre deste ano. Antes, esbarrava com ele em diversos locais de Rio Claro: no ginásio onde o filho joga basquete, no shopping onde ela tem uma loja, nas ruas da cidade.

Aos poucos, ela, o marido e o filho foram se aproximando de Adriano. “Ele sempre andava com uma caixa de papelão e a gente começou acompanhar e viu que ele fazia que nem um casulo com aquela caixa”, conta a comerciante.


Morador de rua que usava caixa de papelão como abrigo 
em Rio Claro — Foto: Arquivo Pessoal

"Não posso deixar um amigo na rua"

Foi o filho Murilo, de 16 anos, que falou a frase que mudou a vida do morador de rua.

“A gente tinha levado o Adriano para assistir a um jogo no clube e depois fomos comer. Na hora de ir embora deixamos ele na porta da ACIRC [Associação Comercial e Industrial de Rio Claro], onde ele costumava dormir e meu menino ficou triste e disse:

‘Eu sempre deixei meus amigos em casa. Não posso deixar um amigo na rua’”.

Raquel conta que começou a chorar e a família resolveu ajudar Adriano. “Ali nós saímos, demos risada, tudo, e na hora de ir embora deixamos ele na rua e ele monta a caixinha dele. Isso é doloroso”, diz Raquel.

Montaram um grupo de whatsapp com pessoas que passaram a conhecer Adriano e outras que já o ajudavam, como a copeira da ACIRC Rita de Cássia Silveira que por oito meses lhe ofereceu café da manhã todos os dias. Ela foi, em parte, a responsável por ele escolher a frente da associação como casa.

“Eu o vi em frente à padaria e o convidei para entrar para pegar um pão. Ele disse que não podia entrar porque não tinha dinheiro. Então, eu peguei o pão, vim aqui na ACIRC peguei o café que eu tinha feito e ofereci para ele aqui na frente. A partir daí foi assim todos os dias”, contou.

Casa nova


A caixa em que Adriano morava virou objeto de 
decoração transformada pela 'nona', uma vizinha que 
ajuda a cuidar dele — Foto: Arquivo pessoal

Em pouco mais de um mês, o grupo conseguiu se mobilizar e alugar uma casa para Adriano, totalmente mobiliada. A inauguração neste mês teve festa com direito a salgadinho e árvore de Natal.

Segundo Raquel, Adriano está cuidando bem da casa. “Fecha direitinho a casa dele, o que você fala para ele é lei, nunca se misturou com má pessoa na rua, isso eu não sei como ele conseguiu”, diz.

Trauma pela rejeição

Adriano foi diagnosticado com transtorno de abandono, causado pelo trauma da rejeição. Está passando por tratamento com uma psiquiatra que junto com a família de Raquel está tentando desvendar o seu passado.

O que se sabe até o momento é que foi deixado em um orfanato em Jundiaí junto com a irmã recém-nascida. Os irmãos foram adotados por uma família na Itália, mas ele fugiu e foi parar em um orfanato italiano, onde foi adotado junto com a irmã novamente por outra família, que foi responsável pela sua criação. O pai italiano foi localizado e está sempre em contato com os amigos de Adriano em Rio Claro e ajudando com informações sobre ele.

Mas o período que ele voltou para o Brasil ainda tem muitas passagens nebulosas.

“Ele falou que quer escrever um livro da história da vida dele, mas para isso ele quer voltar ao orfanato em Jundiaí. A impressão que eu tenho é que ele sofreu muito lá e tem algo para resgatar lá”, afirma Raquel. Ela diz que deverá atender o desejo de Adriano.


O trauma do abandono faz com que Adriano, às vezes, tenha 
o comportamento de uma criança — Foto: Arquivo Pessoal

O trauma faz com que Adriano, às vezes, tenha o comportamento de uma criança. Ele não se conforma com a sua idade e diz, nestes momentos, que tem, no máximo, 20 anos.

A recuperação da história de Adriano já está adiantada. Além do pai italiano, foi localizada uma irmã por parte de pai em Rio Claro que está sempre presente.

A casa alugada fica ao lado da casa da mãe desta irmã. Ela também adotou Adriano, que a chama de 'nona', e está ajudando a cuidar dele.

Preocupada com a velhice de Adriano, Raquel conta que tentará obter um benefício do INSS para que ele possa ter um futuro mais seguro.

“O nosso intuito é inseri-lo na sociedade. A gente está fazendo de tudo para ele ter uma vida digna e continuar porque não adianta a gente acompanhar só um tempo e depois largar então nós pegamos para adotar. É uma história que vai ter um final feliz.”

Veja mais notícias da região no G1 São Carlos e Araraquara.

RIO CLARO


Por Fabiana Assis, G1 São Carlos e Araraquara

Adolescente de 14 anos é baleada após negar namoro a jovem em Bebedouro, SP, diz família


Natasha Rodrigues, de 14 anos, foi baleada por não 
querer namorar suspeito em Bebedouro, SP — Foto: 
Arquivo pessoal/Divulgação

30 de DEZEMBRO 2018 - Uma adolescente de 14 anos foi baleada no pescoço e no tórax, na tarde deste sábado (29), em Bebedouro (SP). Segundo familiares, o suspeito é um jovem de 20 anos, com quem ela manteve um breve relacionamento há cerca de seis meses. O rapaz estaria inconformado porque ela não quis levar a relação adiante. 

Natasha Rodrigues está internada na Santa Casa de Barretos (SP). O hospital informou que a jovem passou por cirurgia, está sedada e é mantida na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). O quadro é considerado gravíssimo.

O atirador fugiu após o crime e ainda não foi localizado. O celular dele foi achado pela polícia no bairro Jardim Claudia, mas a arma utilizada também não foi encontrada.

O caso foi registrado na delegacia de plantão de Bebedouro.

Tiros

Prima da adolescente, Thais Paula diz que o crime aconteceu próximo à casa de Natasha, no bairro Residencial Bebedouro. A menina estava a caminho de um bar com uma amiga para comprar chicletes, quando foi abordada pelo suspeito.

“Ele já estava rodando ela durante o dia. A amiga chamou para ir até a casa dela para pegar dinheiro e comprar chiclete. A Natasha ficou sentada na calçada. Elas foram juntas para o bar e ele as seguiu. Ele perguntou se ela não daria outra chance a ele. Minha prima disse que não e continuou andando. Ele falou para ela não virar as costas pra ele de novo. Quando ela virou, ele atirou.”

Segundo Thais, o primeiro tiro atingiu a parte de trás da cabeça da adolescente. Natasha era ameaçada há cerca de um mês, mas preferiu não contar nada para a família. Ela havia ficado com o suspeito há alguns meses, mão não chegou a namorá-lo. Um dia antes do crime, uma irmã descobriu as mensagens no celular da menina, mas ela pediu para que ficasse calada.

De acordo com a prima, antes de fugir por uma região de pastagem, o suspeito efetuou o segundo disparo, atingindo o abdômen dela. Thais diz que ouviu os tiros e que ela e os vizinhos correram para saber o que estava acontecendo. Ao sair de casa, encontrou a adolescente ferida.

“Estamos numa angústia. Estamos nos sentindo impotentes, sem reação, sem força. Não sabemos o que vai se passar. Ela só saiu para comprar um chiclete. Foi muito rápido. Ela é uma criança”, afirma Thais.


Veja mais notícias da região no G1 Ribeirão Preto e Franca

BEBEDOURO


Por G1 Ribeirão Preto e Franca

Bolsa Família: Calendário 2019 com datas de saque é divulgado


José Cruz/Agência Brasil; Agencia Brasil

29 de DEZEMBRO 2018 
- Beneficiários do Programa Bolsa Família podem consultar as datas de 2019 em que o pagamento estará disponível para saque. Para saber o dia em que o valor será creditado, a família cadastrada no programa deve consultar o último dígito do Número de Identificação Social (NIS) impresso no cartão magnético vinculado à sua conta bancária do titular.

Depois de identificá-lo, deve consultar o calendário do programa, que indica, mês a mês, as datas em que a família poderá sacar o dinheiro. Os beneficiários que possuem o cartão com final 1, por exemplo, poderão efetuar a operação no primeiro dia de pagamento – 18 de janeiro -, enquanto aqueles com o final 2 poderão resgatar o recurso a partir do segundo dia do cronograma – 21 de janeiro – e assim por diante.

Segundo as regras do programa, os beneficiários têm até 90 dias para sacar a quantia a que têm direito. O benefício é pago de forma gradual nos dez últimos dias úteis de cada mês. Por isso, o primeiro período de lançamentos do programa será de 18 a 31 de janeiro. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento Social, somente em dezembro R$ 2,6 bilhões foram repassados para mais de 14,1 milhões de famílias em todo o país.

O Bolsa Família é um programa de transferência direta de renda para as famílias inseridas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), contemplando famílias em situação de pobreza ou extrema pobreza. Para participar, é necessário que as famílias comprovem renda mensal por pessoa de até R$ 89. Famílias com renda familiar mensal de até R$ 178 por pessoa e que sejam compostas por gestantes, crianças ou adolescentes também podem se candidatar.

Quem atender aos critério de renda e tiver interesse em se inscrever no Bolsa Família deve procurar seu representante local, na prefeitura da cidade onde reside, para se registrar no CadÚnico. Caso tenha dúvidas ou queira mais informações sobre o programa, é possível buscar atendimento pelo telefone 0800 707 2003, serviço oferecido pelo ministério.



Agência Brasil

Thayonara Filgueira - Jornal O Mossoroense.

Mãe de sete filhos recebe doações após devolver carteira com R$ 500 às vésperas do Natal

A pensionista Simone Pereira recebeu várias cestas de 
Natal após seu ato de honestidade ficar conhecido no 
país — Foto: TV TEM/Reprodução

26 de DEZEMBRO 2018 - A história da mãe de sete filhos de Lins (SP) que achou uma carteira com R$ 500 na rua e devolveu para a dona, mesmo estando endividada e às vésperas de um Natal “magro” para a família, ganhou um capítulo feliz no Natal deste ano.

A atitude honesta de Simone Aparecida da Silva Pereira, de 41 anos, viralizou nas redes sociais e uma onda de solidariedade se formou, ultrapassando as fronteiras da cidade do interior paulista. Pessoas de vários cantos do país se mobilizaram para fazer doações para ela e os sete filhos.

Na semana passada, o G1 mostrou que Simone havia encontrado a carteira com dinheiro no calçadão de Lins e não mediu esforços para encontrar o dono.

Apesar de admitir passar por dificuldades financeiras devido a problemas de saúde, a mulher insistiu em devolver o dinheiro e, com a ajuda de policiais militares, achou Liliane Nakamura, a dona da carteira.

Já no dia seguinte, mantimentos começaram a chegar na casa de Simone, no Jardim Primavera. O gerente de uma usina da cidade aproveitou a festa de fim de ano da empresa e reservou uma cesta básica para a família.


A pensionista mostra o pernil e os diversos alimentos que encheram sua geladeira: ceia de Natal ficou garantida pela solidariedade — Foto: Cristiane Paião/TV TEM

Moradores da cidade, como a nutricionista Lígia Peres Guidini e a dona de casa Carolina Di Paola, também se mobilizaram para doar alimentos e até mesmo presentes para os filhos de Simone.

“Eu perdi uma carteira algum tempo atrás e sei bem o que é isso. Acho importante agora poder dar algo em troca a alguém que fez aquela atitude sem pensar, apenas porque é uma pessoa honrada”, disse Carolina Di Paola.

Na véspera de Natal, que seria festejado pela família sem a ceia, o sofá e a geladeira de Simone estavam lotados com as doações. Até mesmo peças de pernil chegaram na residência.

Pelas redes sociais, pessoas de outros estados, como Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro, fizeram contato com a mulher para viabilizar as doações.

Os filhos da mulher que devolveu a carteira também 
ganharam presentes de Natal — Foto: TV TEM/Reprodução

Uma dessas pessoas chegou a organizar uma espécie de “vaquinha” em uma rede social e garantiu um valor em dinheiro, que já foi transferido para uma agência bancária de Lins em nome da pensionista.

As doações chegaram no fim de ano que foi especialmente difícil para a família dela. Simone sofreu dois AVCs e uma parada cardiorrespiratória, tudo por causa de um aneurisma que ela tratava desde 2014.

A família entrou em dívidas por conta do tratamento e precisou fazer um empréstimo para pagar as contas e comprar os remédios.

Após a devolução da carteira, os dias têm sido de alegria e, principalmente de emoção para Simone Pereira. Afinal, além dos mantimentos, seus filhos ganharam presentes de Natal, como roupas, sapatos e tênis.

“A Soraia [filha de 7 anos] falou que queria um vestidinho novo, e eu pedi pra minha filha ter fé que uma hora Deus manda”, disse Simone.

Onda de solidariedade começou após Simone devovler 
a carteira com R$ 500 para a dona, em 
Lins — Foto: J. Serafim/Divulgação

Veja mais notícias da região no G1 Bauru e Marília.

LINS

Por G1 Bauru e Marília

Faltam 15 dias para o desligamento do sinal analógico de TV em Mossoró


26 de DEZEMBRO 2018 - No próximo dia 09 de janeiro o sinal analógico de televisão será desligado em Mossoró. Após essa data, a programação dos canais abertos será transmitida apenas pelo sinal digital. Para continuar assistindo à programação, todas as residências precisam estar com o aparelho de televisão preparado com conversor, que pode ser embutido na TV ou externo, além de uma antena digital. Quem não estiver preparado para receber o sinal digital nos próximos 15 dias ficará sem ver TV.

Na região, o desligamento do sinal analógico já começou. A qualquer momento, as emissoras podem desligar o sinal e a transmissão será feita apenas pelo sinal digital.
As famílias devem verificar se têm direito a receber um dos mais de 41 mil kits gratuitos, com antena digital, conversor e controle remoto. A população deve acessar o site sejadigital.com.br/kit ou ligar gratuitamente para o número 147 com o NIS (Número de Identificação Social) em mãos. Se o nome estiver na lista, é só escolher o dia, horário e local para retirar os equipamentos que permitem que televisores antigos tenham acesso ao sinal digital.

Para tirar dúvidas, além desses canais, a população pode visitar um CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) e procurar pelo ponto de apoio da Seja Digital.


Ana Paula Cardoso - Jornal O Mossoroense.

Com o 13º salário de 2017 ainda em atraso, policiais civis fecham delegacias no RN


Policiais Civil fazem paralisação no RN por pagamento 
do 13º salário de 2017 — Foto: Kleber 
Teixeira/Inter TV Cabugi

26 de DEZEMBRO 2018 - Em protesto contra o atraso no pagamento dos salários, policiais civis do Rio Grande do Norte e servidores da Secretaria de Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed) iniciaram na manhã desta quarta-feira (26) uma paralisação denominada 'Operação Zero'. A orientação é para que agentes e escrivães de todo o estado não abram as delegacias e parem de trabalhar por tempo indeterminado.


O governo do estado não pagou o 13º salário de 2017 dos servidores públicos que ganham acima de R$ 5 mil. Além disso, ainda não divulgou quando vai pagar os salários de dezembro nem o 13º deste ano.

"Agentes e escrivães não irão para as delegacias. No interior, inclusive, eles devem se concentrar nas delegacias regionais e zero procedimento", destacou Nilton Arruda, presidente do Sindicato dos Policiais Civis do RN.

"A categoria está firme. E não vai voltar a trabalhar enquanto ele (o governo) não pagar o que está atrasado e pelo menos sinalizar uma data para o salário de dezembro", disse Carolina Campos, presidente da Associação dos Escrivães de Polícia Civil do RN (Assesp/RN).


Policiais Civis durante protesto pelo pagamento 
do 13º salário de 2017 — Foto: Thyago Macedo/Sinpol/Divulgação

Nilton destaca que o governador Robinson Faria anunciou para o dia 28 o pagamento do 13º salário de 2017 para os policiais militares e Corpo de Bombeiros, mas deixou outras categorias de fora.

"O sentimento atual é de grande revolta, pois ao anunciar o pagamento apenas para uma determinada categoria, o governo promove uma injustiça e discriminação. Infelizmente, nos últimos dias de sua gestão, o governador gera um caos na segurança pública ao adotar esse posicionamento", acrescentou o presidente do Sinpol-RN.

O G1 solicitou um posicionamento, mas ainda não houve qualquer pronunciamento por parte da Secretaria de Segurança Pública e da Delegacia Geral da Polícia Civil.

Em nota, a Associação de Delegados do Rio Grande do Norte afirmou que apóia e "reconhece a justiça da causa" do movimento dos agentes e escrivães da Polícia Civil.

“É inadmissível que um trabalhador permaneça com seus direitos mais básicos tolhidos, e sem nenhuma perspectiva de ser ressarcido. A Associação dos Delegados apoia os agentes e escrivães de polícia e espera que o governo se sensibilize e trate a segurança pública com a prioridade que a população deseja", declarou.

Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher 
(Deam) de Parnamirim não abriu nesta 
quarta-feira (26), durante protestos de 
policiais civis — Foto: Sinpol/Divulgação

Unidades fechadas
Em Natal há 15 delegacias distritais, 18 especializadas e duas de plantão. Na manhã desta quarta-feira (26), o G1 tentou entrar em contato com as unidades, por telefone, através dos números divulgados no site da Polícia Civil, mas não teve as ligações atendidas. O protesto também se estende na região metropolitana e no interior.

A Central de Flagrantes e a Delegacia Especializada de Defesa da Propriedade de Veículos e Cargas (Deprov) não abriram nesta manhã. Outras unidades, como a Delegacia de Atendimento à Mulher de Parnamirim, na Grande Natal, e a Delegacia de Atendimento ao Turista (Deatur), que funciona na Zona Sul da capital potiguar, também não estão atendendo.

Delegacia de João Câmara também não abriu nesta quarta-feira (26) — Foto: Sinpol-RN

Na região Seridó, a Delegacia de Currais Novos permaneceu fechada.

A Delegacia de João Câmara, na região da Baixa Verde, também não abriu nesta quarta.

Deprov não abriu na manhã desta quarta-feira (26), em 
Natal, durante "Operação Zero" da 
Polícia Civil — Foto: Kleber Teixeira/Inter TV Cabugi

Itep faz paralisação de advertência

Em Natal e em Mossoró, na região Oeste, o Instituto Técnico-Científico de Perícia (Itep) faz uma paralisação de advertência de 6 horas de duração e não deve atender as ocorrências pelo menos até o início da tarde.

CURRAIS NOVOS  JOÃO CÂMARA  NATAL  PARNAMIRIM
RIO GRANDE DO NORTE

Por G1 RN

NATAL, TEMPO DE ESPERANÇA.


E com esse pensamento, foi realizado neste último final de semana, entre os dias 21 de 23 de dezembro, o Natal de Esperança promovido pela Prefeitura Mirim na pessoa do Prefeito Mirim Álvaro Luís, juntamente com pessoas fortes das comunidades beneficiadas pelo Natal de Esperança, como a agente comunitária de saúde Rosa do Caraíbas e Da Luz, coordenadora da capela do sítio Caiçara I.

O Natal de Esperança tem como iniciativa proporcionar àquelas crianças mais carentes ou em situações de marginalidade social uma pequena comemoração natalina com a distribuição de lanches, lancheiras com doces e pipocas, jantar para as famílias (no sítio Caiçara I), momentos de diversão com a cama-elástica e o pula-pula, a presença do Papai Noel na distribuição das lancheiras, fazendo assim uma verdadeira confraternização de amor, união e esperança por dias melhores para estes mais excluídos de nossa sociedade.

A Prefeitura Mirim não teve todo trabalho sozinho, mas buscou ajuda e apoio por onde o Natal da Esperança passaria. Na comunidade do Bairro Caraíbas, na periferia de Umarizal, encontrou apoio forte da agente comunitária de saúde Rosa do Caraíbas como é mais conhecida, sendo uma pessoa crucial para a abertura daquela comunidade ao Natal da Esperança.

Nos sítios Caiçara I, Várzea do Barro e Texeira não foram diferentes, e encontraram em Da Luz, líder comunitária e coordenadora local dos serviços religiosos, a abertura do pessoal para virem se juntar a tão bela festa.

“É um grande esforço para todos nós, para mim pessoalmente, e uma grande alegria. Ver a alegria estampada no rosto de cada criança ou a gratidão de cada pai ou mãe de família, que por muitas vezes não tem como dar a seus filhos um Natal como o Natal deve ser, é uma satisfação imensa e só aumenta o meu, o nosso, desejo de continuar proporcionando isso a todos. Nesse fim de gestão nossa eu não poderia ter felicidade e gratidão maior que essa”, disse o Prefeito Mirim Álvaro Luís depois de terminada a última entrega de lancheiras que ocorreu no seu bairro de origem, Lalins, e nos bairros circunvizinhos, Novo Horizonte e Santa Luzia.

Essa é a grande marca da gestão realizada pela Prefeitura Mirim: no pouco, fazer o muito por todos. O maior desejo é que atitudes como essa possam permanecer sempre vivas no coração de todas as pessoas, seja Natal ou não, lembrando que Deus que tudo nos deu, também nos pede que tudo façamos pelo outro.


























Convite para as festividades alusivas de 55 Anos de Emancipação Política de Viçosa/RN


O Prefeito Municipal de Viçosa, Antônio Gomes de Amorim convida você para prestigiar as festividades alusivas de 55 Anos de Emancipação Política.

Às comemorações serão iniciadas a partir das 06:00hrs da manhã com alvorada festiva, logo após segue a seguinte programação: 08:00hrs hasteamento das bandeiras, 08:30hrs missa e depois será feita as seguintes inaugurações expostas no banner.

A noite segue a programação da segunda edição do Show do Evangélico em praça pública.

Assessoria de comunicação social

Josimar Lopes

PARABÉNS OLGA FERNANDES!!!


Comemorar o natalício é comemorar a vida, é agradecer ao Divino Criador pelos sonhos realizados, pelos projetos concretizados; agradecer também as tristezas e os obstáculos, pois assim, aprendemos a nos fortificar. Quando nascemos, vimos com um propósito dado pelo Divino Autor da Criação: "promover o bem estar ao outro, desenvolvendo assim, a política da boa relação humana". Ser útil no mundo é fundamental. A Olga Fernandes, tem muito o que comemorar neste dia. Sua vida, sua família; o sucesso como mãe, pessoa humana e administradora. Digníssima Confreira, a Academia de Letras e Artes de Martins(ALAM) da qual és membro, a parabeniza por mais um ano de existência e deseja-lhe o contínuo sucesso. Que Deus a ilumine.  

Acidente com vitima fatal na RN 015 zona rural de Mossoró


24 de DEZEMBRO 2018 - O acidente do tipo colisão moto com carro aconteceu por volta das 07h de hoje, 24 de dezembro e teve como vitima Adson Carlos Alves da Silva de 24 anos de idade, natural de Mossoró, mas segundo informações, residia com a família no Sitio São Raimundo no município de Baraúna.

Segundo informações, o jovem que trabalhava numa sorveteira, em Mossoró teria saído de casa em direção ao trabalho numa motocicleta com placa de Governador Dix-Sept Rosado. Na comunidade de Barrinha, ele perdeu o controle da moto ao passar por uma lombada na pista e bateu na traseira de um caminhão carregado de madeira que estava parado no acostamento da via enquanto o motorista tomava café numa barraca ao lado da pista.

Segundo o motorista do carro, que permaneceu no local, ele estava vindo do Pará para descarregar em Mossoró, antes de seguir viagem para o estado de Pernambuco, onde reside, o jovem vinha muito rápido e teria perdido o controle da moto.

A policia Militar fez o isolamento do local para os procedimentos de pericia que foram realizados por Agentes do Distrito de Transito Estadual e da equipe de plantão no Itep em Mossoró.


Fonte: O Câmera.

Campanha arrecada R$ 20 mil e garante ceia de Natal para 200 prostitutas do Centro de SP


Cleone Santos, uma das fundadoras do Mulheres da Luz — Foto: Marcelo Brandt/G1

24 de DEZEMBRO 2018 - Uma associação que atua pela garantia dos direitos humanos das mulheres em situação de prostituição arrecadou R$ 20 mil em um financiamento coletivo pela internet para realizar uma ceia de Natal no Parque da Luz, na região central da cidade de São Paulo. Neste ano, as mulheres, com idades acima dos 40 anos, vão levar para suas famílias uma cesta com alimentos e ganharam um kit com produtos de beleza.

Desde a sua formação, o coletivo Mulheres da Luz procura garantir um Natal com presentes para 200 mulheres, em sua maioria negras e pardas, provedoras de suas famílias e moradoras das periferias da capital. Em 2018, no entanto, a proposta das festas de fim de ano mudou a partir da escuta das necessidades delas.

“Costumávamos oferecer um almoço e sacolinhas com roupas e brinquedos para as crianças, mas elas pediram ajuda para, se possível, confraternizar com suas famílias. Então pensamos em oferecer uma cesta básica e um presente para cada uma por meio de um financiamento coletivo. Arrecadamos R$ 23 mil e pudemos acrescentar esta ceia, que é um lanche, na verdade”, explica Cleone Santos, uma das fundadoras do grupo. “Elas só pensam nas famílias, e por isso tivemos a ideia de pensar nelas por meio deste presente, que é um kit de beleza”, continua.

A campanha foi lançada em uma plataforma online no dia 30 de outubro e tinha um mês de prazo. A arrecadação para 200 cestas básicas, ao valor de R$ 70 cada, e de 200 kits de beleza, ao custo de R$ 30 cada, ganhou repercussão nas redes sociais e a meta de R$ 20 mil foi alcançada e ultrapassada. A confraternização com a entrega das cestas aconteceu na tarde de sexta-feira (21) no Parque da Luz.



Cestas básicas de Natal entregues para as prostitutas da 
Luz — Foto: Marcelo Brandt/G1

Primeiro passo: resgate da autoestima

O coletivo Mulheres da Luz foi fundado há cerca de 10 anos e, na linha de frente, conta com a militância de duas senhoras – a freira Regina Célia Coradin e a faxineira Cleone Santos. O primeiro projeto da dupla estava no resgate da autoestima das mulheres por meio da alfabetização.

Na juventude, irmã Regina foi professora e sua formação abrange estudos de psicologia, sociologia e teologia. Cleone é de Diadema, estudou até a 7ª série, mas sempre leu muito, sempre foi militante e engajada em causas políticas e sociais, além de ter tido a experiência de viver da prostituição.

“Cleone e eu nos conhecemos porque fazíamos trabalhos voltados para este público por meio de grupos diferentes. Ela é inteligentíssima, conhece meio mundo e é uma líder nata. Para que as mulheres reconhecessem seu valor pessoal e suas potencialidades, pensei em iniciar um trabalho de alfabetização. Cleone lembrou de um senhor que trabalhava com uma espécie de biblioteca itinerante, uma ‘bicicloteca’. Cleone improvisa e torna concreto”, afirma irmã Regina.



Irmã Regina, uma das fundadoras do Mulheres da Luz — Foto: Marcelo Brandt/G1

O trabalho da associação cresceu e hoje oferece ampla assistência social por meio de parcerias com instituições e com profissionais voluntários, que promovem atendimento de saúde física e mental – com psicólogos, um ginecologista, um clínico geral e um dentista, e formação técnica – com oficinas de corte e costura, fotografia, meio ambiente e nutrição.

O objetivo de todo este serviço é dar a oportunidade para que essas mulheres possam se inserir no mercado de trabalho para geração de renda com mais qualidade de vida, mas mantendo sua autonomia e independência financeira.

“Nossas mulheres vêm de ambientes muito pobres, famílias desestruturadas e nunca tiveram oportunidades de desenvolver seu potencial. Chegam à vida adulta com uma bagagem de sofrimento incalculável, muito traumatizadas, e encontram na prostituição a única saída”, explica irmã Regina. “Nunca julgamos ou dizemos: ‘saia da prostituição’. Queremos que elas reconheçam seu valor pessoal e tenham ferramentas para que encontrem oportunidades”, continua.



Prostituta participante do Mulheres da Luz — Foto: Marcelo Brandt/G1

Quem são as mulheres da Luz

“Quando me separei, eu precisava de um trabalho com um horário que me permitisse estar em casa com meus quatro filhos”, conta Rita, que mora em Franco da Rocha. “Nessa semana, minha filha, de 19, me xingou, puxou meu cabelo, deu na minha cara. Meu filho, de 16, tem dado problemas, arrumando dívidas muito altas”, continua ela, que também cuida de um netinho.

Assim como Rita, a maior parte das mulheres da Luz disse à reportagem considerar a prostituição um “bico”, muitas vezes, para complementar uma renda adquirida por meio de faxinas. Apesar de programas que custam R$ 20 em média, elas sentem que o trabalho é um caminho possível para alguém marginalizado da sociedade desde sempre.

“Inúmeras delas sofreram abusos dentro da própria família ou no ambiente de trabalho. Como uma mulher pode acreditar que pode mais ou se sentir integrada à sociedade com uma história assim? Elas só querem levar um quilo de qualquer coisa para casa”, diz Cleone Santos.

Rita disse que, antes de fazer as oficinas do coletivo Mulheres da Luz, “nem sabia pegar em uma agulha”, mas que a “cada vez que a professora diz, ‘que lindo!’ é uma injeção de ânimo, uma terapia”. Ela começa a vislumbrar o futuro trabalhando com o artesanato e se diz grata à associação. “Esta ceia, hoje, é importante pra mim. Eu não teria como fazer uma”, afirma.

Irmã Regina e Cleone contam que, a partir do trabalho desenvolvido com as mulheres no Parque da Luz, quatro se tornaram assistentes sociais, outras trabalham como cuidadoras, há quem tenha apostado nas faxinas, e há ainda uma estudante do curso universitário de enfermagem. Todas voltam para ajudar como voluntárias.

“Eu mesma fui ajudada por diversos grupos e por isso ajudo também. Se eu não tivesse sido apoiada por eles, não sei se estaria nessa mesma condição. Nos mantemos com bazares em que vendemos roupas e objetos doados. Ao menos servir um chá, um café e uma bolacha, que por vezes é a única refeição que elas têm, nós temos conseguido fazer”, conta Cleone, que atua nas Mulheres da Luz no porão da administração do Parque da Luz.

Andreia, de 54 anos, atendida pela associação, se lembra do Natal no Rio Grande do Norte, 20 anos atrás, “em frente ao maior cajueiro do mundo”, com famílias e estranhos, e agradeceu à reportagem por tê-la feito se recordar daquela noite. Ela começou a trabalhar na Luz depois de viver um casamento em que era frequentemente agredida e foi expulsa de sua própria casa.


“Naquele relacionamento perdi tudo e cheguei a dormir na rua. Tive oportunidades de roubar e traficar, mas prefiro não mexer com ninguém. Acham que nossa vida é fácil, mas é a mais difícil e a mais terrível do mundo. Não têm ideia do que a gente passa, presencia, do que acontece. A gente vive no fio da navalha, essa é que é a verdade”, conclui.


Irmã Regina com mulher — Foto: Marcelo Brandt/G1

Por Vivian Reis, G1 SP

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