/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2020/k/H/mf9ByGTcmQ3MW280QfYw/satoshi-uematsu.jpg)
Satoshi Uematsu dentro de uma viatura policial, em imagem
de 27 de julho 2016 — Foto: Masonari Inagaki/ Yomiuri Shimbun / AFP
16 de MARÇO 2020 - Um tribunal do Japão condenou, nesta segunda-feira (16), à morte um homem considerado culpado de assassinar 19 pessoas com deficiência mental em 2016, num dos piores massacres da história recente do Japão.
Satoshi Uematsu, de 30 anos, reconheceu ser o autor do massacre cometido com arma branca na residência para pessoas com deficiência mental de Sagamihara, na periferia oeste de Tóquio, onde havia trabalhado no passado.
. Autor de massacre no Japão detalhou planos em carta para deputado
"Tirou a vida de 19 pessoas. É extremamente grave", declarou o juiz Kiyoshi Aonuma. "Não cabe a clemência", estimou.
A Promotoria havia solicitado a pena de morte.
Os advogados de Uematsu afirmaram durante o julgamento que o seu cliente não poderia ser responsabilizado pelo crime pois sofria de "transtornos mentais" no momento dos fatos vinculados ao uso de drogas.
"Planejou seu ato de forma antecipada e tinha a intenção extrema de matar", considerou o juiz nesta segunda-feira (16).
Julgado por seis acusações, incluindo assassinato, Uematsu afirmou que não tem a intenção de recorrer da sentença, segundo a imprensa japonesa. Mas também considerou que não merecia a pena de morte.
O massacre de Sagamihara comoveu o Japão, onde as taxas de criminalidade são muito baixas.
Sem remorsos
Uematsu também horrorizou a opinião pública ao afirmar que odiava os deficientes mentais e por não demonstrar remorso nas entrevistas dadas à mídia local após a prisão.
"Tinha que fazer isso pelo bem da sociedade", declarou ele sobre o massacre, do qual se orgulha: "Fiz o melhor que pude", disse ele em entrevista à agência Jiji.
Em 26 de julho de 2016 à noite, o jovem foi de quarto em quarto no centro de Sagamihara para esfaquear os residentes, com um saldo de 19 mortos e 26 feridos, metade deles graves.
Ele então seguiu para uma delegacia com facas ensanguentadas para confessar o crime.
"Devolva-me minha filha"
Antes de passar ao ato, Satoshi Uematsu já havia expressado ódio pelos deficientes e ameaçado cometer um massacre.
Ele escreveu uma carta para a Câmara Baixa do Parlamento japonês, na qual ameaçou matar centenas de pessoas com deficiência. Ele citou a residência Sagamihara e outro centro especializado como alvos.
Ele havia deixado o emprego no centro de Sagamihara meses antes do ataque. Foi internado à força em um hospital depois de dizer aos colegas que pretendia cometer um massacre no local, mas foi libertado após 12 dias porque um médico não o considerou perigoso.
Durante o julgamento, a mãe de Miho, uma das vítimas que tinha 19 anos na época, considerou que Satoshi Uematsu não merecia viver.
"Eu te odeio tanto. Gostaria de rasgar você em pedaços. Até a sentença mais alta é muito leve para você. Eu nunca vou te perdoar", disse ao réu durante uma audiência, segundo a rede de televisão pública NHK.
"Devolva minha querida filha! Você ainda está vivo. Não é justo", acrescentou. "Peço a pena de morte."
JAPÃO
Por France Presse - G1
16 de MARÇO 2020 - Um tribunal do Japão condenou, nesta segunda-feira (16), à morte um homem considerado culpado de assassinar 19 pessoas com deficiência mental em 2016, num dos piores massacres da história recente do Japão.
Satoshi Uematsu, de 30 anos, reconheceu ser o autor do massacre cometido com arma branca na residência para pessoas com deficiência mental de Sagamihara, na periferia oeste de Tóquio, onde havia trabalhado no passado.
. Autor de massacre no Japão detalhou planos em carta para deputado
"Tirou a vida de 19 pessoas. É extremamente grave", declarou o juiz Kiyoshi Aonuma. "Não cabe a clemência", estimou.
A Promotoria havia solicitado a pena de morte.
Os advogados de Uematsu afirmaram durante o julgamento que o seu cliente não poderia ser responsabilizado pelo crime pois sofria de "transtornos mentais" no momento dos fatos vinculados ao uso de drogas.
"Planejou seu ato de forma antecipada e tinha a intenção extrema de matar", considerou o juiz nesta segunda-feira (16).
Julgado por seis acusações, incluindo assassinato, Uematsu afirmou que não tem a intenção de recorrer da sentença, segundo a imprensa japonesa. Mas também considerou que não merecia a pena de morte.
O massacre de Sagamihara comoveu o Japão, onde as taxas de criminalidade são muito baixas.
Sem remorsos
Uematsu também horrorizou a opinião pública ao afirmar que odiava os deficientes mentais e por não demonstrar remorso nas entrevistas dadas à mídia local após a prisão.
"Tinha que fazer isso pelo bem da sociedade", declarou ele sobre o massacre, do qual se orgulha: "Fiz o melhor que pude", disse ele em entrevista à agência Jiji.
Em 26 de julho de 2016 à noite, o jovem foi de quarto em quarto no centro de Sagamihara para esfaquear os residentes, com um saldo de 19 mortos e 26 feridos, metade deles graves.
Ele então seguiu para uma delegacia com facas ensanguentadas para confessar o crime.
"Devolva-me minha filha"
Antes de passar ao ato, Satoshi Uematsu já havia expressado ódio pelos deficientes e ameaçado cometer um massacre.
Ele escreveu uma carta para a Câmara Baixa do Parlamento japonês, na qual ameaçou matar centenas de pessoas com deficiência. Ele citou a residência Sagamihara e outro centro especializado como alvos.
Ele havia deixado o emprego no centro de Sagamihara meses antes do ataque. Foi internado à força em um hospital depois de dizer aos colegas que pretendia cometer um massacre no local, mas foi libertado após 12 dias porque um médico não o considerou perigoso.
Durante o julgamento, a mãe de Miho, uma das vítimas que tinha 19 anos na época, considerou que Satoshi Uematsu não merecia viver.
"Eu te odeio tanto. Gostaria de rasgar você em pedaços. Até a sentença mais alta é muito leve para você. Eu nunca vou te perdoar", disse ao réu durante uma audiência, segundo a rede de televisão pública NHK.
"Devolva minha querida filha! Você ainda está vivo. Não é justo", acrescentou. "Peço a pena de morte."
JAPÃO
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2018/7/Q/ZjtXlwTbC5UJKiGj9UHg/escoladegoverno.jpg)
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2020/8/A/OfmmH6SAKcuhBRGiCGbw/goias-emanuelle-souza-batista-e-vitima-de-esfaqueamento-em-rio-verde.jpg)
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2020/B/6/C5fabrQaCEGheplJnEsQ/camera-de-seguranca-registra-as-adolescentes-em-direcao-ao-parque-em-rio-verde.jpg)
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2020/p/s/neHNvqTTecfkWRzCVzOQ/goias-adolescente-de-15-anos-indica-a-policia-local-onde-corpo-foi-queimado-em-rio-verde2.jpg)
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2020/B/a/Gzq8UOQEyJGMhm3hDZ5w/goias-adolescente-de-15-anos-indica-a-policia-local-onde-estavam-enterrados-a-faca-e-o-celular-da-vitima-em-rio-verde.jpg)
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2020/M/v/7nQpO9Tvi0O2RnOhe1nw/vitima-fogo.png)
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2019/7/N/tUiX9wTOm7p5QLOVj0pQ/fachada-delegacia-1-.jpg)
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2020/8/n/tAFNn4QtaRrBBwvsenaQ/curso-covid-19.jpg)


/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2020/V/N/5ysJu7TSuFnDkcCLDFyQ/whatsapp-image-2020-03-11-at-07.13.59.jpeg)
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2019/M/M/zZsBJlRBuIwXJOxzKusg/ftos-valdo-le-o-conscientiza-o-do-hi-10-.jpg)
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2019/g/j/4UymxgRnqUj0TriywNoQ/a.jpg)


/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2020/P/U/iscf9IQ8aXPv7ruZjmTg/fiocruz-20160301-rodrigo-mexas-e-raquel-portugal-00681.jpg)
