Uma das cidades prejudicadas foi Pirapozinho (SP). Só dos cofres públicos dela, que tem cerca de 30 mil habitantes, os bandidos roubaram quase R$ 2,6 milhões. O dinheiro ia ser usado no pagamento de funcionários e para o transporte de estudantes e merenda escolar.
Para aplicar os golpes, os bandidos usaram dados de um grande vazamento de informações que aconteceu no ano passado. Eles entraram em contato com servidores que movimentavam as contas da prefeitura fingindo ser funcionários do banco e disseram que era preciso atualizar o cadastro. Em seguida, enviaram um site falso, igual ao do banco, para fazer o phishing - ou pescaria digital e, quando os servidores digitaram os dados, o golpe foi consumado.
De posse das senhas da prefeitura, eles fizeram transferências de valores. Assim que o dinheiro chegava nas contas cadastradas, eram transferidos de novo para centenas de contas. As transferências feitas por PIX dificultaram o rastreamento do dinheiro.
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