Golpe da oração: call center que usava IA cobrava R$ 50 por reza prometendo curas e
milagres — Foto: Reprodução TV Globo
09 de OUTUBRO 2025 - A Polícia Civil prendeu 35 pessoas em Nilópolis, na Baixada Fluminense, suspeitas de integrar uma quadrilha que aplicava o chamado “golpe da oração”.
Segundo as investigações, o grupo operava uma central de teleatendimento que oferecia orações personalizadas em troca de dinheiro, utilizando um aplicativo de inteligência artificial (IA) para criar os textos religiosos.
De acordo com a delegada Isabele Conti, titular da Delegacia de Nilópolis e responsável pela investigação, o esquema funcionava há pelo menos dois anos.
"Análises das documentações apreendidas no escritório apontam que esse grupo recebeu cerca de R$ 3 milhões em apenas um ano de atendimento", afirmou.
As orações eram produzidas por um aplicativo de IA, a partir de informações fornecidas pelas vítimas. As atendentes perguntavam sobre os problemas enfrentados — como doenças, dificuldades financeiras ou familiares — e solicitavam ao app uma oração específica para aquela situação.
O texto gerado era então lido para a vítima, que não sabia da produção artificial da oração. A pessoa então era cobrada em média R$ 50 pelo serviço.
Por Gabriel Barreira, RJ2
Segundo as investigações, o grupo operava uma central de teleatendimento que oferecia orações personalizadas em troca de dinheiro, utilizando um aplicativo de inteligência artificial (IA) para criar os textos religiosos.
De acordo com a delegada Isabele Conti, titular da Delegacia de Nilópolis e responsável pela investigação, o esquema funcionava há pelo menos dois anos.
"Análises das documentações apreendidas no escritório apontam que esse grupo recebeu cerca de R$ 3 milhões em apenas um ano de atendimento", afirmou.
As orações eram produzidas por um aplicativo de IA, a partir de informações fornecidas pelas vítimas. As atendentes perguntavam sobre os problemas enfrentados — como doenças, dificuldades financeiras ou familiares — e solicitavam ao app uma oração específica para aquela situação.
O texto gerado era então lido para a vítima, que não sabia da produção artificial da oração. A pessoa então era cobrada em média R$ 50 pelo serviço.
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