Burnout cresce em quatro anos

Psicóloga Mariana Cabral incentiva pausa Foto: Arquivo Pessoal

Por Belira Lira, O Correio de Hoje

06 de MAIO 2026 - Há um tipo de cansaço que não passa com uma boa noite de sono. Ele se acumula em pequenas decisões diárias: responder uma mensagem fora do horário, adiar o descanso, aceitar mais uma demanda. No início, parece apenas parte da rotina. Depois, vira hábito. E, quando se percebe, trabalhar demais já não é uma exceção, é o esperado.

Essa mudança de comportamento não aconteceu de forma brusca. Ela foi sendo incorporada ao cotidiano, impulsionada por uma cultura que associa produtividade a valor pessoal. Estar ocupado virou sinônimo de relevância. Pausar, por outro lado, passou a ser visto como perda de tempo. Nesse cenário, o limite entre dedicação e exaustão se torna cada vez mais difícil de identificar.

No Brasil, os afastamentos por burnout cresceram 823% em quatro anos, segundo dados do Ministério da Previdência Social. Em 2025, foram 7.595 benefícios por incapacidade temporária concedidos por esgotamento profissional, contra 823 em 2021.

Fonte: AgoraRN

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