Garoto é algemado no DF após ser encontrado com arma em sala de aula.

Garoto de 15 anos algemado após ser encontrado com 
arma em escola do DF 
(Foto: Polícia Militar/Divulgação)


02 de DEZEMBRO de 2015 - Um garoto de 15 anos foi algemado por policiais militares na tarde desta quarta-feira (2) depois de ser encontrado com um revólver dentro da escola no Distrito Federal. De acordo com o sargento Paulo Alberto Moraes de Almeida, foi necessário adotar a postura para “preservar” o menino. O incidente aconteceu na Escola Parque da Cidade, na 909 Sul.

“A gente teve que fazer isso aí porque ele estava relutando, foi para evitar que ele se machuque”, disse o sargento. “Esses meninos hoje são treinados em luta, muay-thai. A gente sabe que não pode [usar], estamos falando de uma criança, de um adolescente, mas foi para acalmá-lo. Tomamos todos os cuidados. Foi só para trazê-lo à viatura.”

A súmula vinculante número 11 do Supremo Tribunal Federal diz que algemas só devem ser usadas em casos que apresentem perigo e mesmo assim a postura deve ser justificada por quem a usou. O Estatuto da Criança e do Adolescente não faz menção direta sobre o tema.

Segundo Almeida, a arma foi encontrada durante revista aos estudantes. O sargento afirmou que o Batalhão Escolar passou a fazer as varreduras duas vezes por dia, com o intuito de desarmar os jovens e evitar incidentes por causas das rixas entre eles. Três policiais participam da ação.

Arma apreendida com adolescente de 15 anos dentro de 
escola no DF (Foto: Polícia Militar/Divulgação)


O revólver, de calibre 38, foi achado na cintura do rapaz, que estava na sala de informática. Ele alegou aos militares que comprou a arma por se sentir ameaçados por vizinhos, da Vila Planalto.

“Depois que foi encontrada a arma na cintura dele, ele tentou fugir. A gente teve que dominá-lo, que segurá-lo. [...] No interior do colégio tinha todo aquele alvoroço”, explicou. “[Algemamos] Para evitar um mal maior. Poderia acabar virando uma agressão.”

O caso foi encaminhado para a Delegacia da Criança e do Adolescente. Os pais do garoto foram acionados. O G1 procurou a Polícia Militar para comentar o assunto, mas não recebeu retorno até a publicação desta reportagem.



Raquel Morais
Do G1 DF

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