Obesidade entre jovens aumentou mais de 10 vezes nas últimas quatro décadas, revela OMS


Obesidade entre os jovens preocupa a OMS. 
Foto: Flickr/Tony Alter (CC)

13 de OUTUBRO 2017 - O número de jovens obesos, com idade de cinco a 19 anos, aumentou mais dez vezes nas últimas quatro décadas, passando de 11 milhões em 1975 para 124 milhões em 2016. É o que revela um estudo da Imperial College London e da Organização Mundial da Saúde (OMS). Pesquisa foi lançada para o Dia Mundial da Obesidade, lembrado em 11 de outubro. Problema foi descrito pela agência da ONU como “uma crise mundial de saúde”.

Se as tendências atuais se mantiverem, haverá mais crianças e adolescentes com obesidade do que com desnutrição até 2022. Em 2016, havia 50 milhões de meninas e 74 milhões de meninos com obesidade no mundo, enquanto o número global de meninas e meninos com desnutrição moderada e grave era de 75 milhões e 117 milhões, respectivamente.

Os dados foram estimados a partir das medidas de peso e altura de cerca de 130 milhões de pessoas com mais de cinco anos de idade — 31,5 milhões de indivíduos entre os cinco e os 19 anos e 97,4 milhões com mais de 20 anos. Esse é o maior contingente de participantes envolvidos em um estudo epidemiológico.

Mais de mil colaboradores contribuíram para a elaboração do levantamento, que avaliou o índice de massa corporal (IMC) para investigar como a obesidade mudou ao longo dos últimos 40 anos.

As taxas de obesidade em crianças e adolescentes passaram de menos de 1% em 1975 — o equivalente a 5 milhões de meninas e 6 milhões de meninos — para quase 6% entre as jovens e quase 8% entre os rapazes, em 2016. Além dos 124 milhões de jovens de cinco a 19 anos com obesidade, outros 213 milhões estavam com sobrepeso, segundo cálculos referentes ao ano passado.

Para Fiona Bull, coordenadora do programa de vigilância e prevenção de doenças crônicas não transmissíveis da OMS, os resultados do estudo “destacam, relembram e reforçam que o sobrepeso e a obesidade são atualmente uma crise mundial de saúde e, ao menos que comecemos a tomar medidas drásticas, deve piorar nos próximos anos”.

ONU/Brasil

Da Redação - Jornal O Mossoroense.

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