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Gêmeos diabéticos da PB tatuaram indicação da doença
no antebraço
(Foto: Gabriel Costa/G1)
14 de NOVEMBRO 2017 - Dois irmãos gêmeos de João Pessoa, que nasceram com diabetes tipo 1 - concentrada em 5 a 10% das pessoas com a doença, segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes -, trazem tatuado no antebraço esquerdo a identificação da doença. Este 14 de novembro marca o Dia Internacional da Conscientização do Diabetes.
A diabetes tipo 1 ataca células, fazendo com que pouca ou nenhuma insulina seja liberada para o corpo, deixando toda a glicose no sangue em vez dela ser usada como energia, segundo a SBD. Mesmo com essa característica, ambos garantem que levam uma “vida normal”.
Maria Eduarda Lisboa e Lucas Lisboa, ambos com 19 anos, na verdade são trigêmeos. Giovanna Lisboa também nasceu no mesmo 13 de agosto de 1998 que eles, mas, mesmo com a grande chance de nascer diabética, ela nunca apresentou nenhuma alteração na insulina.
Eles herdaram o diabetes do avô paterno que tinha o tipo 2 da doença - que é a presente em 90% dos diabéticos e significa que o corpo não utiliza adequadamente ou não produz insulina suficiente para controlar a glicemia, de acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes./i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2017/N/V/bs0nuKQpAfZj2e5vdM3g/giovanna-lisboa-lucas-lisboa-e-maria-eduarda-lisboa-sao-trigemeos-mas-apenas-dois-tem-diabetes.jpeg)
Sobre uma “vida normal”, Eduarda e Lucas ressaltam que a única restrição que têm no dia a dia é quanto à alimentação, que deve ser controlada. Os casos de dificuldades que os irmãos Lisboa lembram são de pelo menos dois anos atrás.
Lucas conta que em março de 2015, durante a Semana Santa, enquanto estava em Bananeiras, cidade do Agreste da Paraíba, acabou deixando o medicamento dentro do carro sob o Sol e ele acabou estragando.
“Continuei comendo normal e tomando a insulina, mas ela não estava funcionando e minha taxa [de glicose no sangue] começou a aumentar. Entrei em cetoacidose diabética [diabetes não controlado, aumento de açúcar e ácidos no sangue] e tive que ser transportado em uma ambulância para João Pessoa para ser tratado. Foi um quadro bem grave que tive”, diz.
Já Maria Eduarda recorda que o último caso grave que teve foi há três anos, quando precisou ser internada pois estava com diabetes descompensada.uando sente que começa a ter hipoglicemia na rua, ela diz que “é fácil encontrar algo para comer que suba rápido a glicemia”.
Entre risos, Eduarda afirma que “sempre tem que cuidar” do irmão, mas foi ele quem teve a ideia de fazer a tatuagem primeiro. “Há quatro anos fiz a tatuagem no antebraço e depois ela imitou”, conta Lucas.
*Sob supervisão de Krystine Carneiro
JOÃO PESSOA
Por Gabriel Costa*, G1 PB
14 de NOVEMBRO 2017 - Dois irmãos gêmeos de João Pessoa, que nasceram com diabetes tipo 1 - concentrada em 5 a 10% das pessoas com a doença, segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes -, trazem tatuado no antebraço esquerdo a identificação da doença. Este 14 de novembro marca o Dia Internacional da Conscientização do Diabetes.
A diabetes tipo 1 ataca células, fazendo com que pouca ou nenhuma insulina seja liberada para o corpo, deixando toda a glicose no sangue em vez dela ser usada como energia, segundo a SBD. Mesmo com essa característica, ambos garantem que levam uma “vida normal”.
Maria Eduarda Lisboa e Lucas Lisboa, ambos com 19 anos, na verdade são trigêmeos. Giovanna Lisboa também nasceu no mesmo 13 de agosto de 1998 que eles, mas, mesmo com a grande chance de nascer diabética, ela nunca apresentou nenhuma alteração na insulina.
Eles herdaram o diabetes do avô paterno que tinha o tipo 2 da doença - que é a presente em 90% dos diabéticos e significa que o corpo não utiliza adequadamente ou não produz insulina suficiente para controlar a glicemia, de acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes.
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Giovanna Lisboa, Lucas Lisboa e Maria Eduarda Lisboa
são trigêmeos mas apenas dois têm diabetes
(Foto: Lucas Lisboa/Arquivo Pessoal)
Lucas conta que em março de 2015, durante a Semana Santa, enquanto estava em Bananeiras, cidade do Agreste da Paraíba, acabou deixando o medicamento dentro do carro sob o Sol e ele acabou estragando.
“Continuei comendo normal e tomando a insulina, mas ela não estava funcionando e minha taxa [de glicose no sangue] começou a aumentar. Entrei em cetoacidose diabética [diabetes não controlado, aumento de açúcar e ácidos no sangue] e tive que ser transportado em uma ambulância para João Pessoa para ser tratado. Foi um quadro bem grave que tive”, diz.
Já Maria Eduarda recorda que o último caso grave que teve foi há três anos, quando precisou ser internada pois estava com diabetes descompensada.uando sente que começa a ter hipoglicemia na rua, ela diz que “é fácil encontrar algo para comer que suba rápido a glicemia”.
Entre risos, Eduarda afirma que “sempre tem que cuidar” do irmão, mas foi ele quem teve a ideia de fazer a tatuagem primeiro. “Há quatro anos fiz a tatuagem no antebraço e depois ela imitou”, conta Lucas.
*Sob supervisão de Krystine Carneiro
JOÃO PESSOA
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